Disfarçado de morador em situação de rua, Jorge Vianna aponta dificuldade em conseguir ter acesso a abrigo e chama atenção medidas de contenção do coronavírus

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Para deputado, dificuldades conseguir acesso em abrigos, pode agravar disseminação de coronavírus no DF

Por Kleber Karpov

Com uma população estimada de 3 mil pessoas em situação de rua, o deputado distrital, Jorge Vianna (Podemos), utilizou a rede social, Facebook, para alertar sobre a necessidade de situação de rua. O deputado postou um vídeo gravado ainda em 2019, em que disfarçado, tentou pernoitar, sem sucesso, um abrigo situado na Região Administrativa (RA) Taguatinga.

A medida foi parte de iniciativa do deputado, de tentar “sentir na pele”, as dificuldades enfrentadas por pessoas em vulnerabilidade social na capital do país. Em julho do ano passado, mês mais frio do ano, o deputado, disfarçado, se misturou a pessoas em situação de rua, na Rodoviária do Plano Piloto e no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

De volta a tentativa de conseguir abrigo, Vianna se deparou com a exigência de realizar contato prévio, por telefone, com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou com o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS). O que na posição do deputado se trata de algo incoerente.

“A pessoa em situação de rua chega no abrigo, e é informada que deve ligar, no dia seguinte, para o CRAS ou o CREAS para conseguir autorização de utilizar o abrigo, me parece algo incoerente. Até porque, muito provavelmente, aquela pessoa sequer vai ter um celular, acesso a telefone e tampouco dinheiro para pegar um ônibus. E o que ele fará vai dormir na rua? Então, devemos oficiar o GDF para ver se desburocratizam essa entrada em um abrigo.”, disse Vianna.

Coronavírus

Mas, outro fator que chamou atenção do deputado, com a crise em relação a transmissão do coronavírus (Covid-19). Sem acesso a abrigo, as pessoas em situação o de rua, podem ajudar a disseminar a doença, em todo o DF.

“Todos nós recebemos instrução para que nos recolhamos, e fiquemos em casa para evitar a disseminação do coronavírus. E quem não tem casa? E essas 3 mil pessoas em situação de rua? Como o governo deve lidar com elas? Semana passada o Ministério Público cobrou tal posição do GDF, mas o que todos precisam compreender é que estamos em uma corrida contra o tempo. Não há muito espaço para burocracia. Ou agimos, ou teremos pessoas servindo de foco em potencial para a disseminação do vírus no DF.”, alertou.

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