Deputado Jorge Vianna questiona a dependência do DF quanto ao fornecimento das vacinas somente pelo Governo Federal

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Por Evely Leão

A Comissão Especial de Vacinação da Câmara Legislativa, ouviu, nesta terça-feira (19/01), o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, sobre o plano de imunização local. A oitiva foi transmitida pela Tv Web da CLDF e contou com a participação dos deputados da Comissão e demais parlamentares. Veja aqui.

Os deputados questionaram a respeito do quantitativo de doses, prazos, grupos prioritários e continuidade, entre outros pontos do processo de vacinação. O deputado Jorge Vianna, vice-presidente da Comissão, questionou a dependência do Governo Federal quanto as vacinas, já que o próprio presidente já disse que a responsabilidade é dos governadores.

“O presidente da República fala a todo momento que a responsabilidade é dos governadores e prefeitos, isso não seria um pouco temeroso pra gente ficar aguardando sempre as posições do Ministério da Saúde, principalmente no que diz respeito a compra dessas vacinas. Tudo pode acontecer, e o meu medo é que daqui há uns três ou quatro meses, enquanto resto do país está se organizando e comprando vacinas, nós estejamos aguardando essas vacinas do Ministério da Saúde”, questiona.

Outro questionamento importante feito pelo deputado que também é profissional de saúde, foi com relação as cepas. Essa vacina que está sendo ministrada hoje, o paciente que já teve Covid, tanto IGG quanto IGM (imunoglobulinas IgG, IgM são anticorpos), e já foi recuperado, ainda assim ele precisa tomar a vacina?

O deputado ficou preocupado também com a questão do quantitativo de doses. “Se são 70 mil profissionais de saúde para serem vacinados, e só temos 50 mil doses, como é que vai ser a prioridade? Quem chegar primeiro vai tomar?

Quanto ao primeiro questionamento, sobre a postura do presidente da República, o Secretario de Saúde explica que dentre toda documentação apresentada ao Ministério da Saúde, foi o Plano de imunização por parte do PNI, que é acordado não só com o Ministério da Saúde, mas também com o Ministério da Economia e a Presidência da República, e isso tem um custo muito grande. De acordo com ele, em cima dessa política nacional de imunização apresentada pelo PNI, todos os estados fizeram seus planos, para que pudessem disponibilizar a vacina para a população. “Muito difícil o Governo Federal descumprir o que está dentro de um plano divulgado para o país todo”, analisa o Secretário.

Com relação a Cepa 1 e a Cepa 2, Okumoto disse que a preocupação é grande, mas explicou que essa nova Cepa que tem alta transmissibilidade, talvez não tenha um quantitativo tão alto de letalidade. O que ocorreu no Amazonas, segundo ele, foi um despreparo na falta de oxigênio disponível levando ao agravamento da doença. “A grande preocupação nossa não está mais se baseando no tipo de cepa que estão sendo envolvidos, porque as vacinas produzidas que passaram recentemente pela pesquisa clínica, todos eles trabalham com as proteínas que são capazes de produzir imunogenicidade para esse tipo de vacina”, explica. E quanto a quem já teve covid, todos serão vacinados.

Sobre o questionamento do quantidade de doses disponíveis, o critério escolhido, de acordo com o Divino Valero, Subsecretário de Vigilância à Saúde, são as pessoas que estão tecnicamente expostas, independente da formação ou da qualificação profissional. Segundo o Subsecretário, a responsabilidade de indicar quais são esses profissionais a serem vacinados é do diretor do local, pois é ele que conhece os profissionais.

Em resumo

Ainda há muitos questionamentos a serem respondidos, e no decorrer desse processo espera-se que a Secretaria de Saúde possa responder todos as dúvidas, não só dos parlamentares, mas de toda a população.