Jorge Vianna denuncia perseguição política no Instituto de Saúde Mental

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Vianna questionou exoneração de servidora realizada por gestora, com indicação política, contra trabalhadora com ampla aprovação de colegas e pacientes do ISM

Por Kleber Karpov

Durante a sessão extraordinária da Câmara Legislativa do DF (CLDF), desta terça-feira (2/Jun), o deputado distrital, Jorge Vianna (Podemos), criticou o que classificou de perseguição política por parte de gestora do Instituto de Saúde Mental (ISM), unidade da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF). Segundo Vianna, a servidora do IMS, por nome de Lívia, foi exonerada do cargo, na última semana, mesmo com pedidos, por parte de usuários da unidade, de permanência da servidora, devido a qualidade dos serviços prestados.

Vianna informou que em reunião recente com a Superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Flávia Oliveira Costa. Na ocasião abordou o sobre o assunto e, a gestora garantiu a permanência da servidora do ISM seria mentida no cargo. No entanto, na última semana, Lívia foi exonerada.

Perseguição política

Segundo Vianna, esse ato por parte da gestora, que exonerou a servidora do ISM, se trata de perseguição política.  “Isso está caracterizado, perseguição política. Cada um pode comentar, compartilhar. Temos livre pensamento e podemos optar por quaisquer partidos ou políticos. O que não pode é uma indicação política perseguir uma trabalhadora que respeita o trabalho de outro parlamentar. E detalhe. Eu não indiquei essa servidora em questão. Não indiquei nenhum superintendente. Nenhum. Justamente para não acontecer esse tipo de coisa.”, disse Vianna ao observar, também não ser responsável por indicação em relação a Lívia.

Abaixo assinado

O deputado observou ainda que houve um abaixo-assinado, com o pedido de mais de 380 assinaturas, para que Lívia seja mantida no cargo. “Não sou eu quem está pedindo para ficar. São os trabalhadores e os pacientes do Instituto de Saúde Mental.”. Número esse que se aproxima dos 400 assinantes [Veja aqui].

 

Déjà-vu

Vianna ponderou ainda que o episódio representa um déjà-vu, em relação a gestão do ex-governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), taxado pelo funcionalismo público do DF, por perseguir trabalhadores. “Eu tive um Déjà-vu, da era Rollemberg, que perseguia os trabalhadores. Faça uma avaliação, vão no Instituto de Saúde Mental e pergunta se ela [Lívia] era uma boa servidora.”.

Explicações

O deputado informou que solicitou informações formais à SES-DF, sobre o episódio e lembrou que embora seja parlamentar, é remanescente de um sindicato e, atua em defesa do trabalhador.

Confira a manifestação de Vianna