“Por quem ou por quanto fazem isso?” questiona deputado sobre Fake News publicada por blog Radar-DF

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Deputado chamou publicação de criminosa e refutou ter realizado incitação para realização de greve entre servidores da saúde do DF

Por Kleber Karpov

O deputado distrital, Jorge Vianna (Podemos), utilizou a tribuna da Câmara Legislativa do DF (CLDF), para refutar matéria publicada pelo blog Radar DF, nesta terça-feira (10/Mar). Nela, o veículo sugere que o deputado, tivesse instigado a categoria de Auxiliares e Técnicos em Enfermagem a realização de greve de servidores da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF). O veículo utilizou um vídeo, proveniente de uma live realizada e publicada pelo parlamentar nas redes sociais (4/Mar), porém, com legenda composta de textos dissociados da fala da mídia.

Durante a fala, Vianna confirmou ter realizado críticas ao governo, em relação a proposta do GDF de parcelar o pagamento da Gratificação de Atividade Técnico-Administrativa (Gata), em três etapas. Porém, o deputado negou haver feito, sob qualquer circunstância, qualquer referência a realização de greve, por parte dos servidores.

“Fiquei muito chateado e revoltado, e me perdoem os jornalistas e blogueiros pois sei que tem muitos, éticos, que dão duro, trabalham e o suor de seus serviços são remunerados. Mas, me estranhou muito ver uma matéria de uma pessoa, que se diz jornalista, não sei se é, que tem um blog, Radar-DF. O cidadão teve a capacidade de fazer uma matéria para denegrir a minha imagem, colocando inclusive palavras que não falei, para que a população e demais leitores, que eu estava instigando uma greve. Em nenhum momento, em nenhum discurso que fiz, seja aqui na Casa ou nas redes sociais, eu incentivei ou falei em greve. Em nenhum momento pois não sou irresponsável. Venho do movimento sindical e sei o momento de cada ação. E obviamente, sabemos da questão financeira do DF, das doenças arbovirais, como a dengue e agora o coronavírus e tantas outras doenças que temos na cidade e as dificuldades que temos na Atenção à Saúde.”, disse Vianna.

De acordo com o deputado, o jornalista do Radar-DF tenta manipular a opinião pública, além de se utilizar de termos inadequado e classificou de criminosa, tal publicação. Vianna questionou ainda, as motivações, ao afirmar que se trata de perseguição.

“Por que imputar o querer jogar à uma categoria, e até mesmo o cidadão que está assistindo e vendo o trabalho dos deputados falando como se eu fosse responsável. E usou uma frase que sinceramente, vou tomar minhas medidas. Uma pessoa que usa uma frase dizendo “prenda esse homem”, como se eu fosse um delinquente, marginal e criminoso, extrapolou todos os limites da razoabilidade, os limites éticos de um profissional em comunicação. Já encaminhei aos nossos responsáveis da área jurídica e com certeza, o que foi falado será investigado. O que não queria é vir a tribuna, fazer um discurso, porque um jornalista, de forma irresponsável, quer causar o caos. Por qual motivo, por quem ou por quanto ele está fazendo isso. Uma coisa tenho certeza. É perseguição, pois não é a primeira vez que essa pessoa desse blog comete esse tipo de ação comigo. Então, por quê isso?”, disse Vianna ao ratificar que deve tomar as medidas cabíveis quanto a publicação do Radar-DF.

Digo e repito

Ainda na Tribuna, Vianna ratificou a contrariedade em relação ao parcelamento do pagamento da Gata, em três parcela, porém, o deputado deixou claro que respeita e acatou a decisão da categoria. “Em momento algum eu falei de greve. Na verdade, eu digo, e repito. Eu não quero, queria, ou acordei em votar a Gata em três parcelas. Falei várias vezes que quem decide toda e qualquer ação desse deputado, em relação a categoria, é a categoria. E hoje na assembleia, votei como técnico em enfermagem contra o parcelamento. Mas, a categoria entendeu, que esse momento, embora com todas as dificuldades e promessas, entendeu que seria interessante receber essas três parcelas. E não voto contra a categoria, jamais. Se ela decidir que vamos votar em três, vamos votar em três, duas, uma ou em dez. Eu não mudo meu discurso. Se tem uma coisa que tenho orgulho é dizer que depois que entrei nessa Casa, não virei as costas a quem me colocou aqui. Não tenho cargo no governo e o que quero fazer é um trabalho que me foi imputado, delegado por essa categoria. Então é muito triste, vir falar, mas não tem condições. Eu sou um cidadão, eu tenho família, filhos, que veem esse tipo de matéria como se fosse um criminoso. Como vai ser no colégio da minha filha, a colega falando olha, eu vi uma matéria que fala para prender seu pai. Ele é corrupto, é ladrão?”, disse ao chamar tal matéria de criminosa.

Confira o pronunciamento