Jorge Vianna faz cobranças ao governo em relação a gestão do IGESDF

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Nomeação de novo presidente, falta de relatório de produtividade e mudanças estruturais nas UPAs para impedir contaminação por Coronavírus foram apontadas por Vianna

Por Kleber Karpov

O deputado distrital, Jorge Vianna (Podemos), ações por parte do GDF em relação a gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESD), durante sessão da Câmara Legislativa do DF (CLDF). Dentre as cobranças, a nomeação de novo presidente da entidade, a prestação de contas e a prática de quarteirização de serviços que deveriam ser mantidos pelo pelo instituto.

Vianna observou que o IGESDF está há 62 dias, sem presidente, uma vez que o ex-presidente do instituto assumiu a gestão da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) e, desde então a instituição permanece sem um gestor.

“Já se fazem 62 dias que o IGESDF não tem presidente. Lembramos que há 62 dias, o ex-presidente do IGES, que agora é secretário de saúde, o senhor Francisco, saiu da presidência, entrando um interino. De acordo com a Lei 6.270/19, que nós aprovamos, o artigo 4o, fala que o diretor presidente deve ter o nome previamente o nome indicado pelo governador, para arguição pública e aprovação da Câmara [Legislativa]. Ou seja, são 30 dias, para ele ser nomeado e já temos 62 dias. 32 dias já se passaram e ninguém falou nada e todos os atos que este presidente ilegítimo está praticando no IGES são irregulares.”, disse Vianna.

O deputado informou que encaminhou ofício, na sexta-feira (15/Mai), ao governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), em que solicitou a indicação do nome de um novo presidente do IGESDF à CLDF. “Peço as autoridades aqui e o governo, que esteja antenado, que veja a relação jurídica, em relação ao novo interino”.

Quarteirização e produtividade

Vianna lembro que alertou, nas últimas semanas, sobre a prática de quarteirização dos serviços por parte do IGESDF, além de questionar sobre os relatórios com as metas de produtividade do instituto. Para o deputado, é injustificável, o instituo atuar apenas enquanto “atravessador” e quarteirizar serviços, a exemplo da radiologia, da gestão de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs), e ainda, da Central de Material e Esterilização (CME).

“Sabemos que a proposta é que o IGES cresça e produza. O problema é que esses dados não estão sendo apresentados. E para piorar, o que foi combinado, não está sendo concretizado e aplicado. Por quê? Se foi combinado ao IGES apresentar uma meta de produção e não está apresentando e agora está transferindo essa responsabilidade para empresas, quarteirizando esses trabalhos, temos que fazer alguma coisa. Se temos o IGES que é responsável para fazer isso e não está fazendo, e está contratando outro, para que o IGES? Para que um atravessador? Porque a Secretaria não contrata uma empresa para de radiologia, de UTI, de CME, como querem contratar?”, questionou Vianna.

UPAS x coronavírus

O parlamentar alertou ainda sobre a falta de estrutura, das Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs), para receber usuários do Sistema Único de Saúde, contaminados pelo coronavírus (Covid-19). As UPAS têm apenas sistemas de ventilação e, por faltar exaustores para promoverem a troca de ar nas unidades, propicia a disseminação do vírus e a contaminação de servidores e pacientes.

“Infelizmente temos um surto de casos na UPA de Samambaia e fico preocupado pois temos mais cinco UPAs. Lá não tem uma ventilação. Se comprovar que o vírus fica por horas no ar, então na UPA toda, todos correm risco, por não estar tirando o ar para fora. Sugeri ao IGES e aos médicos e para a gestão, que coloquem exaustores em todas as UPAs, para retirar o ar, uma desinfecção geral e deem treinamento sistemático aos trabalhadores. Até então, muitos colegas não sabiam do potencial de contaminação e muitos tiveram treinamento adequado. O IGES tem que agir, nesse momento, e rápido em todas as UPAs, fora, obviamente, a Secretaria de Saúde.”, afirmou.