Jorge Vianna reforça necessidade de atenção aos cuidados com a pandemia do coronavírus em regiões vulneráveis

261

Deputado elogiou iniciativa da SES-DF montar gabinete de crise em Ceilândia para lidar com focos e tratamentos do covid-19

Por Kleber Karpov

Durante a semana, a Região Administrativa (RA) Ceilândia figurou as manchetes da imprensa, por ter se tornado o epicentro, no DF, da pandemia do coronavírus (Covid-19). Em resposta, o GDF apresentou, na quinta-feira (4/Jun) ações para intensificar o combate à disseminação e ampliar os tratamentos do Covid-19, pela Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF). Atento a necessidade de atenção às RAs mais vulneráveis, parte das iniciativas foram sugestão do deputado distrital, Jorge Vianna (Podemos).

Dentre as iniciativas, para tentar conter a pandemia na RA, o secretario de Saúde, Francisco Araújo, que montou um gabinete de crise na cidade, anunciou algumas medidas. Dentre essas, a instalação de um hospital de campanha na RA, próximo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ceilândia, a criação de um anexo ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e a contratação de pessoal.

Medidas essas que devem promover o atendimento isolado de pacientes com Covid-19, disponibilizar 60 novos leitos, 20 com suporte respiratório e 40 de enfermaria, além de tornar Ceilândia, referencia para o tratamento da pandemia na Região de Saúde Oeste.

Vulnerabilidade

Vianna participou da comemoração dos 44 anos, no Centro de Ensino Médio (CEM) 09 do Setor O, bairro da RA Ceilândia (27/Mai), organizada pela da Superintendência da Região Oeste. Na ocasião Vianna expressou a preocupação com as populações mais vulneráveis e sugeriu, por exemplo, que Ceilândia, fosse um polo referencial para tratamento da Covid.

Em reunião com o secretário de saúde (3/Jun), Vianna, também abordou a preocupação com a atenção a ser dada a Ceilândia, sobretudo em decorrência do aumento de contágios confirmados por coronavírus. O deputado apresentou sugestões que foram bem recebidas por Araújo.

“Decidimos colocar o gabinete da secretaria aqui dentro da administração, para fortalecer a região, a Dra. Lucilene [superintendente da Região Oeste], o hospital, a Unidade Básica [de Saúde]. Isso já estava previsto em nossas ações. Ontem pela manhã eu recebi o deputado Jorge Vianna e a gente falou muito sobre isso. Uma ideia que gostei muito é pegar a Atenção Básica e fazer a proteção à população, sem que ele chegue nos hospitais.”, disse Araújo.

Vianna por sua vez, reconheceu o empenho da SES-DF, de atuar para conter a pandemia em Ceilândia e demais RAs próximas. “Só de ter vindo para cá, para Ceilândia, montado o gabinete, isso demonstra que a gestão está preocupada. Temos que sempre ouvir a população e o trabalhador”, disse Vianna.

O deputado observou ainda que, enquanto presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa do DF (CLDF), recebe diversas denúncias de problemas relacionados a pandemia na RA. Além de reforçar a necessidade de uso do Estratégia Saúde da Família (ESF) e a contratação de profissionais de saúde para conter a pandemia nas regiões vulneráveis.

https://www.facebook.com/enf.jorgeviana/videos/3715410845142522/

 

Números

Nesta sexta-feira (5/Jun), o DF somou 14.208 casos de pessoas diagnosticadas com o Covid-19. Desses, 1.285 apenas nas últimas 24 horas. A capital do país contabiliza um total de 186 óbitos.

No dia anterior, com 12.923 casos confirmados e 196 óbitos, no dia anterior, o Boletim Epidemiológico da SES-DF aponta que Ceilândia ocupa a primeira posição em número de registros do DF, o que coloca a RA sob risco de ter decretado lockdown pelo governador do DF.

Ceilândia somou, em 4 de junho, um total de 1.565 casos confirmados, 37% a mais que a RA Plano Piloto com 1.142 casos. Em relação ao número de óbitos, a chamada capital nordestina contabiliza 39 óbitos, porém, 54% acima da RA em segunda posição, com 11 mortes.

Na análise de Vianna, tal diferença ocorre, justamente, porque Ceilândia é uma cidade em que a maioria da população é socialmente mais vulnerável.

“São pessoas com menor poder aquisitivo, com mais pessoas a dividir o mesmo espaço em uma casa, que em grande maioria as famílias não têm plano de saúde, enfim é uma comunidade com mais vulnerabilidade social e, fatalmente, isso vai resultar e mais casos e mais óbitos.”